Há tantas coisas nas quais penso agora, me confundem a mente. Gostaria de falar sobre algo que eu saiba, mas há sempre vírgulas e reticências naquilo que acredito e sei. Hoje poderia ser um dia feliz, a casa está vazia, não há ruídos e gritos os quais tanto me impacientam, chove lá fora. Poderia. Mas há tanta inquietação em mim. Vasculho-me, reviro-me, procuro a minha ervilha sob o colchão. Pois quando acordamos desses labirintos cotidianos é só o que vemos: uma ervilha, coisa tão pequena pela qual nos ocupamos. Quanto desperdício, quanta energia gasta inutilmente. Percebo minhas “coisas” pequenas, percebo que poderia ser feliz sim, eu posso ser feliz hoje. Eu posso. Mas e essas inquietações?
A questão não é o que estou fazendo, mas o que eu deveria está. Não é o que já fiz, mas o que preciso fazer. Os meus dias passam e consigo mais um ano se vai da minha vida, pergunto-me: por que ainda estou aqui? Por que ainda quero tanto? Dizem que tudo tem seu tempo, nada acontece um segundo antes ou milésimos depois. O destino é exato. Será? Ou posso mudar as horas, como quem mexe nos ponteiros do relógio na parede da sala de estar? Aí está uma pergunta com respostas tão divergentes quanto a pedra e o ar. E a minha resposta? ...
É assim com você? Há momentos em que você não sabe se está indo na direção certa? Há dúvidas quanto à sua pessoa? Você acredita em você? O que você faz quando se sente sozinha e sem esperanças? Como pensas? O que pensas quando há tanto em que pensar?
Hoje pode ser um dia feliz, mas por quê tanta inquietação?


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