segunda-feira, 14 de junho de 2010

EU

Eu sou o que eu preciso ser. Em cada hora do dia, em cada gesto, cada palavra pronunciada por mim, sou eu constituindo-me. Sou um poço e uma estrada, sou uma multidão de eus, individualmente. Sou temperança e ira. Pura água, uma metamorfose, onde uma hora sou barata, outra hora humana.
É muito fácil descrever-me, o difícil é ser eu sem errar-me. O difícil é aceitar que o inevitável existe e eu não posso não-existir. Cada dia para mim é como mil anos, cada dia é como uma hora vazia. E como eu vivo! Tenho uma gana de viver, e vivo.
Encaro cada dia como único e como se houvesse continuação. Não me ponho em riscos premeditados. E não me perdôo fácil, mesmo sabendo que nem sempre se sabe para onde se está caminhando. Mas reconheço sempre as minhas falhas e me obrigo a melhorar.
Sou fiel aos meus princípios. Quase sempre. Amo quem me ama e me aceita como sou. Amo almas incabadas. Não sou altruísta, mas daria minha vida por quem carrega meu afeto. Daria meu coração batendo, meus rins, minhas veias pulsando. Daria meu tempo. Mas não me peça minha liberdade. Eu luto com dentes e sangue. Eu não arrego. Sou uma asa em fúria.
Sou pelúcia, sou colo, sou rio, sou azul, sou uma montanha com estepes, sou alma gêmea. Da mesma forma que eu sou espinho, sou agulha, sou areia no sapato, um colírio ardente.
Eu sou isso e sou aquilo.
Eu SOU.

terça-feira, 8 de junho de 2010

TEMPO????????



Eu tenho um trilhão e meio de coisas para dizer e falar e tagarelar, mas como já dizia Sr. Coelho, “estou muito atrasada, muito atrasada para uma festa”. Que festa? “Licença, Licença”. Hoje em dia já não temos tempo nem para um café. Mesmo que eu não toma café, eu gostaria muito de ter esse tempo. No entanto, mesmo se eu tivesse, provavelmente o ocuparia com algo para algo. Isso eu reconheço. E é por este motivo que se fez mais uma resolução de meio de ano: VALORIZAR O MEU TEMPO.

Tempo é uma coisa tão preciosa, tão irrecuperável, que não se pode, de jeito nenhum, ser desperdiçado com algo que não traga paz ou que traga desenquilíbrio. Afinal, é nossa vida que está passando. Somos um relógio ambulante!

Por isso, sem mais delongas, eu digo NÃO ao desenquilíbrio e NÃO ao vício de ocupar todo o meu tempo e NÃO ao que se chama “ter o que fazer”. Pois nem sempre não ter o que fazer, significa que não faremos nada.