“Confia em mim!” – alguém disse. “Eu posso?” ”Sim!”. Um passo é dado rumo ao vácuo sem luz ou sombras. Um papel em branco. Começa o início.
A meu ver é muito fácil confiar, a única coisa que você precisa fazer é ACREDITAR. E fim. O problema é o depois. As implicações desse pequeno ato ingênuo e sincero podem alcançar uma altura maior que você, e nas pontas dos pés te equilibra para consertar um erro que, se formos justos, não foi seu. Sim, sim, você não errou ao acreditar, a pessoa do outro lado que prejudicou a sua confiança. O ato de confiar não é um erro. É próprio do homem confiar e ao longo da HISTÓRIA percebemos isso: ele confiou em um nome, confiou em um livro, confiou numa imagem, confiou nos cientistas quando diziam que a terra era quadrada, o homem confiou no outro HOMEM! Isso é fato. Não é um erro nem é vergonhoso quando se confia e sua confiança é violada, mas alguns pontos precisam ser verificados antes de aventurar-se nesse pequeno grande ato. E quem vos fala é alguém que acredita e que já passou por pacas, picas e pocas.
Primeiramente, mantenha os PÉS no chão, perpendicularmente com seu bom senso. Isto é: com um dos pés atrás. Não é confiar desconfiando. É confiar tomando para si todos os riscos, isso significa que precisas pôr uma carta na manga. PULE! Mas mantenha um pára-quedas em você, alguém pode ter se esquecido de encher o balãozinho que o apararia lá em baixo.
Em seguida, DIGA que você confia na pessoa. Fale uma, duas, três, quatro... Se isso não ajudar você a sair de uma furada, ao menos vai pesar um pouquinho mais a consciência da desalmada (o) que te virou as costas e maculou a sua confiança.
Continuando, fique de BOCA e OLHOS abertos. Traduzindo: se desconfiares de uma atitude de fulano, a qual está obscura, pergunte. Tire suas dúvidas. Mantenha os pratos limpos, acumular sujeira só trará doenças e um fedor desgraçado!
E não tenha MEDO! A glória da confiança está em acreditar no outro como se fosse em si próprio (lembrando que, costumeiramente, nos surpreendemos conosco).