terça-feira, 3 de novembro de 2009

CONFIAR É NÃO TER MEDO



“Confia em mim!” – alguém disse. “Eu posso?” ”Sim!”. Um passo é dado rumo ao vácuo sem luz ou sombras. Um papel em branco. Começa o início.

A meu ver é muito fácil confiar, a única coisa que você precisa fazer é ACREDITAR. E fim. O problema é o depois. As implicações desse pequeno ato ingênuo e sincero podem alcançar uma altura maior que você, e nas pontas dos pés te equilibra para consertar um erro que, se formos justos, não foi seu. Sim, sim, você não errou ao acreditar, a pessoa do outro lado que prejudicou a sua confiança. O ato de confiar não é um erro. É próprio do homem confiar e ao longo da HISTÓRIA percebemos isso: ele confiou em um nome, confiou em um livro, confiou numa imagem, confiou nos cientistas quando diziam que a terra era quadrada, o homem confiou no outro HOMEM! Isso é fato. Não é um erro nem é vergonhoso quando se confia e sua confiança é violada, mas alguns pontos precisam ser verificados antes de aventurar-se nesse pequeno grande ato. E quem vos fala é alguém que acredita e que já passou por pacas, picas e pocas.
Primeiramente, mantenha os PÉS no chão, perpendicularmente com seu bom senso. Isto é: com um dos pés atrás. Não é confiar desconfiando. É confiar tomando para si todos os riscos, isso significa que precisas pôr uma carta na manga. PULE! Mas mantenha um pára-quedas em você, alguém pode ter se esquecido de encher o balãozinho que o apararia lá em baixo.
Em seguida, DIGA que você confia na pessoa. Fale uma, duas, três, quatro... Se isso não ajudar você a sair de uma furada, ao menos vai pesar um pouquinho mais a consciência da desalmada (o) que te virou as costas e maculou a sua confiança.
Continuando, fique de BOCA e OLHOS abertos. Traduzindo: se desconfiares de uma atitude de fulano, a qual está obscura, pergunte. Tire suas dúvidas. Mantenha os pratos limpos, acumular sujeira só trará doenças e um fedor desgraçado!
E não tenha MEDO! A glória da confiança está em acreditar no outro como se fosse em si próprio (lembrando que, costumeiramente, nos surpreendemos conosco).

3 comentários:

  1. acredito nao haver precaucoes ante ao ato de confiar,pois confiar é antes de tudo arriscar, e o risco é se atirar ou contra a espada ou contra a parede. É bem curioso vc ter de possuir paraquedas e lavar as roupas, seria inclusive contraditório, mas também seria importantíssimo o ato descrito de perguntar como vao as coisas para nao ser surpreendido por caixa de bolinhas de gude de outrem que nao se reconhece, sendo assim, como confiar em si? seria possível confianca no outro e desconfianca em si mesmo? Creio que isso seria risco duplicado, abusado e acomodado de quem descrê: verdadeiro parasita.

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  2. não, não é fácil para as pessoas que tem pêlos no coração e pensam muito antes de dormir.
    iana

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  3. Adorável!! Nada pior que um coração peludo!

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