terça-feira, 29 de setembro de 2009

Como explicar a saudade do cheiro que nunca sentiu, da pele que nunca tocou?



Respondendo ao “Caralho, para de ser assim, vai, escreve bonita” de minha querida amiga Ray, falarei a respeito da saudade que se sente daquilo que nunca viu, nem tocou e muito menos presenciou. Tentarei expor com clareza meus pensamentos confusos, pois se tratando de sentimentos, nada é seguro e constante. Uma coisa é certa: não tenho explicações coerentes para as causas e também não tenho um antídoto antisaudadeplatônica. Essas coisas acontecem com a gente e a gente fica a ver navios, caravanas e até um rapazola surfando. O que se pode fazer...- continuar com os olhos abertos!! Alberto Caeiro nunca tinha guardado rebanhos, mas tinha a alma de pastor, conhecia o vento e o sol, as estações...coisas assim não se explicam, apenas se SENTEM. Sinto saudades dos anos 60, 70 e eu nasci em 80, vai entender. Da mesma forma acontece quando sentimos a ausência de alguém que está muito longe e que nunca presenciamos concretamente. Sentimos falta do cabelo, do cheiro, da cor, do riso nunca escutado, da pele nunca tocada, sentimos falta da pessoa presente que sempre esteve ausente do cotidiano de cada dia. A verdade é que nos afeiçoamos por algo que acreditamos ser real, mesmo que seja através do virtual. Construímos um alicerce seguro para a nossa criação, cultivamos, adubando e regando, a sementinha do real imaginado. Mrs. Dalloway disse: “como a gente se fabrica a si mesmo; a vida; como se inventa uma deliciosa diversão, e qualquer coisa mais”, ela disse e acertou. Sim. Inventamos, criamos, somos os arquitetos de nosso jeito de viver e como nos frustramos, afinal de contas, não somos graduados, estamos no jardim da infância da vida. É só lástima quando descobrimos que erramos, que confiamos demais, assim como é só fogos e foguetes de alegria quando acertamos. É certo: A saudade que se sente por algo que já se obteve é a mesma que sentimos por algo que nunca tivemos, e esta, talvez bem mais forte, nos rasga a alma, por que está muito, muito longe do nosso toque. O jeito é fazermos como Caeiro – deitar na erva, fechar os olhos e sentir todo o corpo deitado na realidade, saber a verdade e ser feliz.

sábado, 26 de setembro de 2009

Quem já sentiu saudades? Dói como arranhão na pele. Arde. Pulsa. Irrita. E além da vontade de arrancar o braço, a perna, o dedão do pé, ou onde esteja o maldito ferimento, ainda fica aquela marca, lista, sinal, uma prova de que você foi testado pela dor. Ah saudade, tantos já falaram da cuja, homens, mulheres, crianças e até cachorros já sentiram. Todos sabem a angústia que ela nos aflige. Uma vontade louca de sair correndo atrás da causa, do objeto do desejo, de voltar no tempo, no caso de alguns. Vontade de abanar o rabo como fazem os dogs frente ao seu deus. Vontade de tocar, ouvir, cheirar aquela coisa que se quer perto, a qual se quer agora! Isso sem contar com as probabilidades de se ter uma parada cardíaca, as quais aumentam consideravelmente, já que o coração, de tão pressionado no peito, é bem capaz de parar. É uma dor que só tem um remédio, apenas um antídoto, um calmante – o ser desejado! Quem já sentiu saudade, aquela que se coloca a mão no peito e entranha o rosto, sabe do que estou a falar. Essa saudade, meu estimado leitor, estou a sentir, aterrorizantemente, nesta noite de quarta feira de um verão escaldante. Na minha cabeça se passam estratagemas que até minha mãe duvida. Será sempre assim com todos? Foi assim com Moisés? (sim, aquele que abriu o mar vermelho. Soube que sentiu saudade do que ainda nem tinha vivido!) Como Vinícius (sim, o Moraes) soube sair desse mar de desejo desejando mais e mais? Sei não. Enquanto não passa, vago entre as portas, livros e lençóis, esperando a dita cuja aliviar.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009


Conhecer profundamente, sem medo de vasculhar todos os cantos obscuros do enorme labirinto que é minha mente. Mirar-me sem pena nem raiva nem indiferença nem glorificação, sem ódio, sem amor. Simplesmente olhar quem sou, do que sou e o que posso ser. Só assim saberei se realmente sou vida pulsante, e não apenas um corpo ocupando espaço e esgotando paciência.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Um dia de fevereiro

Sabe aquela sensação de ter encontrado uma parte de você em alguém, e aí você corre para o papel e rascunha o que está no seu peito...?... Foi no dia quinze de fevereiro de dois mil e sete. E é engraçado como nunca esquecemos...!

A tênue luz. Única. Produzindo em mim um pouco de esperança escassa. Induzindo-me a pensar, imaginar, calcular. É o ponto de um início que sempre vai ser início, se não for mais longe da tentativa de antes.
Um ínfimo pedaço de ponto, que cresce, ponto a ponto, cada vez que descubro novos segredos. Cada vez que te encontro no meu espaço.
Vejo uma história diferente se desenhar ao meu lado. Manias e relatos ultrapassando gentilmente a intimidade. Gestos vagos e significativos nas noites quentes e frias de fevereiro.
Onde estaremos esta noite?
Até quando seremos companhia?
O tempo passa e consigo as horas, passam gentes, palavras, risos, línguas. E sempre guardamos desejos, meu desejo é que não passes para longe de mim.
Noite quente. Pensamento tão perto do que seria você. Vozes. Copos. Rastros. Tinta. Testemunhas do meu sentimentalismo.
Deixo as horas passarem, passam a gente, as palavras fluem, deixo o riso e as línguas para depois, num refugio de um encontro tão certo e curto e improvável.


Siii

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Teste...teste...SOS...
A cria e seu criador.
Uma hora eu acerto os botões.



Depois de um curso on line de informática superápido, posto minha primeira foto!
E por que não uma metafora dos meus neurônios em brasa ante a modernidade?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

EU QUE FIZ!!

Vou logo dizendo: não é fácil! Muitos até dizem, mas não acredite. As coisas nunca saem como propagam comtodacerteza é simples e rápido. Principalmente se você não tem certos dons extrainternetês. Eis a minha história: num belo dia de sol escaldante, nada diferente de outros dias atrás, boicoto minha mente e me convenço de que seria legal criar um blog. “Porque não? Não deve ser tão difícil assim...” Oh, tanta ingenuidade. É como tentar ler o manual do seu mp4 que continua a utilizar apenas a função música e rádio. Mas com garra e coragem, lá fui, afinal, eu já tenho Orkut, Msn,Yahoo eTwitter (no qual continuo leiga), nada seria páreo para os meus conhecimentos de sites e páginas on lines. Primeiramente, como toda sensata novata, li tudo (equilave à dois sites buscados no google)  a respeito de blogs e suas funções e cada vez mais fui me convencendo de que eu realmente tinha tido uma excelente ideia. Ora, ora, é só seguir as dicas! Talvez não fosse meu dia de sorte, mas levei além de uma hora só para abri a página do blogger.com. Gente, tudo bem que estamos no século 21 e coisas de modernidade, mas nem todo mundo fala inglês, ou fala só o básico. Infelizmente, me enquadro na segunda opção. Eu gosto de minha língua, os fonemas são ótimos e nada melhor do que falar futebol em vez de soccer. Depois de abri um blogger que falasse a minha língua, comecei o trabalho. Primeiro, você precisa já ter uma conta. Ótimo. “Como já tenho vai ser moleza”, pensei. Mas quem disse?... Não conseguia abri nem depois de uma Ave Maria, fiquei mais uma hora do meu precioso tempo até ler uma mensagem pequenininha, na lateral de minha janela: a conta deve estar acessada. Nem no FAQ do Ednei tinha algo parecido. E lá fui, numa persistência obsessiva. Até que finalmente consigo um rascunho do meu futuro sofisticado blog. Fiquei tão feliz. Até perceber que estava numa escuridão sem fim. A noite tinha beirado as vintes horas. De repente percebi que tinha passado toda a minha tarde na criação do bendito blog. Eu levei ,aproximadamente, 5h da minha vida, incluindo as horas que tive que contar 123 e tomar ar!!!!!! Cinco horas é um dia de aula, é mais do que um estagiário fica numa empresa, é o tempo de 12 bolos assarem!!!! Mas, sabe que mesmo depois de toda a jornada pela qual atravessei, me senti realizada. Eu criei um BLOG!!!! E melhor: “Eu que fiz!”.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009