quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Um dia de fevereiro

Sabe aquela sensação de ter encontrado uma parte de você em alguém, e aí você corre para o papel e rascunha o que está no seu peito...?... Foi no dia quinze de fevereiro de dois mil e sete. E é engraçado como nunca esquecemos...!

A tênue luz. Única. Produzindo em mim um pouco de esperança escassa. Induzindo-me a pensar, imaginar, calcular. É o ponto de um início que sempre vai ser início, se não for mais longe da tentativa de antes.
Um ínfimo pedaço de ponto, que cresce, ponto a ponto, cada vez que descubro novos segredos. Cada vez que te encontro no meu espaço.
Vejo uma história diferente se desenhar ao meu lado. Manias e relatos ultrapassando gentilmente a intimidade. Gestos vagos e significativos nas noites quentes e frias de fevereiro.
Onde estaremos esta noite?
Até quando seremos companhia?
O tempo passa e consigo as horas, passam gentes, palavras, risos, línguas. E sempre guardamos desejos, meu desejo é que não passes para longe de mim.
Noite quente. Pensamento tão perto do que seria você. Vozes. Copos. Rastros. Tinta. Testemunhas do meu sentimentalismo.
Deixo as horas passarem, passam a gente, as palavras fluem, deixo o riso e as línguas para depois, num refugio de um encontro tão certo e curto e improvável.


Siii

Um comentário:

  1. Prefiro viver minha vida de lagarta, comendo folhas e subindo plantas todos os dias, a me tornar borbleta apenas por uma efêmera manhã. Não vale uma vida fútil, onde o mais importante é a beleza. O que vale é o esforço, o trabalho e o sacrifício. Antes de adorar a beleza de uma borboleta voando, pense quantos dias ela teve que rastejar. Os méritos, e os prazeres, foram todos da lagarta; a outra, desfrutou apenas um breve instante, no qual, também, a primeira teve mais valor.

    Jadson Nobre

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