Os dias chuvosos de janeiro trouxeram consigo mudanças repentinas na atmosfera do mundo e na vida de Joan. – novos tempos. Mas o fim de um ano é o amanhã seguinte chegando, no entanto, é como se um quadro em branco fosse posto para cada ser vivo e humano. E com um giz contornos são feitos. Riscos. Traços mal traçados. Pingos. Palavras. Joan com as mãos sujas. – há tanta tinta. E ainda faltam trezentos e sessenta e quatro dias. Tantas mudanças e ela ainda nem soube se adaptar às anteriores. É assim na vida. É assim na vida?
Joan não sabe como acordar nesse novo mundo, não sabe quando tudo começa e onde termina. Acorda em um dia e precisa tomar um café preto, precisa correr e pegar um número, precisa bater ponto, precisa bater o caixa, precisa dar bom dia, precisa ir para casa. – estou cansada, preciso de um banho.
Lá fora as cores se misturam, os sons se tornam agudos, as luzes se multiplicam. Tudo aponta para a noite e o que resta de tudo? O resto de tudo não ultrapassa um copo de leite com biscoitos.
Ainda chove, ainda haverá dia pela manhã e a noite vai chegar. Joan continua. As mudanças continuam. O dia chove. Haverá leite e biscoitos na mesa.

automatismos e café na mesa, vida atual e monotonia, quer dizer, nem tão atual assim. Aí pensamos no tempo e descobrimos que ele não existe, simplesmente não existe, não existe tempo, não existe minuto, segundo, tampouco idade. tempo perdido. eu não tenho idade, vida vivida, ou não, e a cara enrugando, o tempo é ilusório, quebrem o relógio, queimem os calendários, risquem as agendas, o tempo é beber leite quente e ver a chuva cair, estando contente ou não com isso. Basta-nos o sol, a brisa da tarde, as almas das dezoito, a novela das 20, a masturbação notívaga frente a tela e a ousadia da madrugada, para medirmos o t~pu.
ResponderExcluirRoberto Mouta diise...
ResponderExcluiré isso ai.