terça-feira, 20 de setembro de 2011

ELA

A minha amada mora longe,
Num lugar muito, muito distante.
Dentro dela tem um bosque
Onde me espera quando eu chegar.
Sua lonjura não me nega de amá-la,
Mas é necessário que eu a sinta,
Que na noite de sua dormida, ela venha deitar-se ao meu lado.
Que na noite da minha dormida, eu a sinta nos meus braços.
A minha amada é infinita e várias, está em todos os cantos nos quais estou,
Está na minha manhã e na tarde, está no meu alimento e na minha bebida.
No agora e no daqui a pouco, ela não sai de mim.
Dentro dela tem um bosque,
Com todas as janelas abertas,
Sua porta cabe apenas a mim,
E ela só a mim receberá.
Minha amada é eterna,
E eu eterna estou,
E na escuridão sem fim do esperar-nos,
Vivo só.

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