quarta-feira, 16 de novembro de 2011

RECEBA-ME

 
O caminho que percorri até você foi longo demais.
Não me peça para voltar,
Apenas me ame e eu te darei todo o meu amor.
Quando na estrada, que caminhava sob meus pés,
Eu estivera só, a lua e o sol se retiravam como dois amantes cujo amor é proibido
E as estrelas iam a lhes fazer vela.
Quando não tinha guia,
E ouvia apenas o bater avançado de tarquicárdia pelo desejo de chegar até você,
Eu apenas seguia, na certeza de um evagélico de que estarias do outro lado, a esperar-me.
Tua força sem vontade própria alimentava-me num ritual desconhecido,
E eu, broto, recebia luz e água na terra que me plantaste.
Eu não cresci como quiseste, eu não segui o teu plano, sou refén da natureza, mas ainda sou sua planta.
Sou a árvore que agora te dá sombra e frutos,
Para que morrer de sede e fome? Para que resistir ao calor e ao frio?
Eu sou o seu desejo.
O caminho que me levou até você, não existe mais, desfez-se.
Não me peça para voltar, não poderei.
Apenas me ame,
E eu te amarei de volta,
Com todo meu amor.

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