terça-feira, 13 de julho de 2010

Onde você vive?


Em um casco de ovo? Numa forma de bolo com futuros glacês trabalhados metodicamente? Numa caixa de fósforos? Numa caverna com sombras e uma fogueira? Numa casa engraçada sem teto sem nada?Mesmo não admitindo nem com figuinhas, vivemos de acordo com alguma coisa, enformados em conceitos e princípios e escolhas que dificilmente seremos considerados pessoas livres. E o conceito de liberdade seria apenas poder escolher como você quer o seu cachorro quente.
Será?
Às vezes duvido se realmente temos livre arbítrio, da mesma forma que tenho dúvida se tudo já está escrito e nossas vidas nada mais é do que um roteiro pronto. Como já dizia alguém: há muito mais mistérios entre o céu e a terra que supõe a mente humana. No entanto, é inegável o fato de que a forma como vivemos a nossa vida é marcado tanto pelas nossas escolhas quanto pela sua natureza. Primeiro, por que existe o sim, o não e o talvez. Isso se chama alternativas. E segundo, por que só há o sim, o não e o talvez. Isso se chama limites.
O que quero realmente dizer é o seguinte: onde vivemos é uma parte culpa nossa, somos nós que proporcionamos os nossos limites, porém, nossas escolhas são limitadas, e isso diminui nossa culpa. Confuso? Ambíguo? Uma mesa redonda? Seja como for, se sua morada é um ovo, e você é um pintinho em constante e infinito desenvolvimento; ou sua casinha é uma forma de bolo e você o bolinho, esperando que alguém o enfeite; ou seu lar é a caixa de fósforos e você o palito que vai acender a qualquer momento; ou moras numa caverna, achando que as sombras são a vida real; ou então, tua casa é aquela engraçadinha, sem porta ou janelas, e você, você é o alicerce; seja qual for, você tem parte nisso.
Por isso, dá uma pensadinha antes de desejar morar numa outra casa, já que a casa onde tu moras foi você que escolheu.

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